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Sputnik V: Farmacêutica e fundo russo devem solicitar o uso emergencial da vacina à Anvisa nesta semana

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(Getty Images)

SÃO PAULO – Nesta quarta-feira (13), a farmacêutica União Química e o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) informaram que farão o pedido para autorização de uso emergencial da vacina russa Sputnik V à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda nesta semana, segundo comunicado divulgado pelo RDIF.

No entanto, é necessário que os estudos clínicos da vacina estejam na fase 3 para que o pedido possa ser realizado. Na última sexta-feira (8), a Anvisa publicou uma nota explicando que a farmacêutica União Química “solicitou autorização para realização de pesquisa clínica de fase 3 no Brasil” no dia 29 de dezembro de 2020, mas que ainda não foi dada a autorização para o início desta etapa.

“A Anvisa iniciou a análise, mas identificou a necessidade de informações complementares, que foram solicitadas ao laboratório. Até o momento, a União Química não enviou as informações para a Anvisa. O status atual do pedido é ‘aguardando o envio das informações solicitadas na exigência técnica’”, diz o texto da agência.

Então, será preciso superar esse impasse antes de fazer o pedido de uso emergencial. De acordo com a farmacêutica, além da Rússia, a vacina foi aprovada para uso emergencial em países como Argentina, Bolívia, Argélia, Sérvia e Palestina.

Acordo de envio de doses

A União Química e o RDIF anunciaram também um acordo que prevê o envio de 10 milhões de doses prontas da vacina Sputnik V ao Brasil até março, com uma primeira entrega em janeiro.

No último domingo (10), a farmacêutica havia informado que iria começar a produção de mais doses da vacina “ainda em janeiro”, por meio da Fábrica Bthek, em Brasília, segundo informações do G1. A expectativa é que sejam fornecidas 8 milhões de doses por mês no primeiro trimestre deste ano. 

A Sputnik V foi a primeira vacina a ser registrada no mundo contra a Covid-19, em agosto, em meio a controvérsias. Depois, em dezembro, a Rússia informou a eficácia da vacina, que ficou em 91,4%. Os detalhes dos estudos, no entanto, não foram publicados e revisados por outros cientistas.

Situação no Brasil

Se a vacina russa for aprovada e receber o aval da Anvisa para ser aplicada na população, poderia ser mais uma opção dentro do programa de imunização do governo federal. No entanto, ainda não há acordos para a compra do imunizante quando o mesmo estiver pronto.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já tem 354 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 garantidas para 2021 – sendo 254 milhões doses referentes à vacina de Oxfor/AstraZenenca, que será produzida nacionalmente pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e 100 milhões de doses da CoronaVac, a vacina da chinesa Sinovac em parceria com o Butantan.

O ministério planeja ter ao menos 8 milhões de doses disponíveis para vacinação já em janeiro, segundo O Estado de São Paulo. Desse total, 6 milhões seriam doses da CoronaVac, que já estão armazenadas no Instituto Butantan. As outras 2 milhões seriam da Oxford/AstraZeneca, que segundo o ministro da Saúde Eduardo Pazuello estão sendo embarcadas na Índia nesta quarta-feira.

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