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Termo de cooperação busca ajudar mulheres vítimas de violência

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O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, o vereador Juca do Guarana Filho (MDB), declarou nesta segunda-feira (20) o apoio da Casa ao projeto “A vez e a voz da mulher”, voltado ao atendimento às mulheres vítimas de violência. A parceria será por meio da Sala da Mulher Maria Nazareth Hahn.

O projeto é de autoria da vereadora Edna Sampaio (PT) em parceria com os movimentos sociais e conta com uma equipe de psicólogas com experiência de trabalho junto a mulheres vítimas de violência, equipe jurídica, e profissionais autônomas que oferecem oficinas de artesanato e estética.

Serão atendidas, num primeiro momento, 15 mulheres, as quais serão encaminhadas pela Delegacia da Mulher e atendidas, utilizando a estrutura da Sala da Mulher.

“Vamos oferecer um tipo de atendimento que simulará o que seria oferecido a partir da organização da rede. Fazer desde a acolhida pela assistência social, atendimento jurídico, psicológico até a oferta de atividades de desenvolvimento profissional que possam gerar trabalho e renda. Seria o percurso que esta mulher faria junto a todas as instituições que têm responsabilidade no atendimento”, explicou Edna Sampaio.

Nesta segunda-feira, a parlamentar  discutiu  com o presidente da Câmara, a Defensoria Pública, a Secretaria Municipal de Políticas para  Mulher, o Núcleo de Estudos sobre a Mulher da UFMT (Nuepom) e a Delegacia da Mulher a realização de um termo de cooperação entre as instituições para a implementação do projeto pelo prazo de, no mínimo, seis meses, depois do que será feita uma avaliação e, posteriormente ao fim da experiência, a convocação de um fórum ampliado para discutir a política de enfrentamento à violência contra a mulher em Cuiabá.

Segundo a vereadora, o atendimento à mulher vítima de violência ainda é pensado de maneira fragmentada pela administração pública em geral. Diante disso, o objetivo da ação é realizar um experimento social para pensar políticas públicas.

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“Para que possamos realmente proteger as mulheres, a rede precisa funcionar de maneira articulada e, para isso, são necessárias ferramentas, como uma plataforma que permita à instituições se articularem e comunicarem, dar seguimento ao atendimento de maneira institucional, e um protocolo de atendimento pactuado por todas as instituições”, disse Edna.

O vereador Juca do Guarana Filho, destacou a trajetória e o empenho  da Sala da Mulher em auxiliar famílias em situação de vulnerabilidade e o interesse em apoiar iniciativas que visem a melhoria da qualidade de vida das mulheres.

“Já enviei este projeto ao nosso procurador, André Pozetti, pois a Câmara não pode ficar de fora deste projeto. Vamos participar sim e queremos servir de modelo para outras câmaras. Só tenho que parabenizar e dizer que estaremos juntos da vereadora Edna, que tem sido uma grande parceira em prol da mulher, do povo cuiabano e do povo preto, como primeira mulher negra a assumir a Câmara. Fico muito feliz em tê-la como parceira e poder fazer algo em prol das mulheres”, disse ele.

Segundo a representante da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Elis Regina Prates, o município oferece um espaço de acolhimento às mulheres vítimas de violência no interior do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), com equipe de psicólogos, psicólogos infantis, psiquiatras e assistentes sociais,  onde foram realizados mais de 500 atendimentos somente este ano, e também a priorização das mulheres vítimas de violência nos cursos profissionalizantes, e há a perspectiva de se abrir uma segunda unidade, diante do aumento da demanda.

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“A meta é que cada regional tenha um espaço de acolhimento e ficamos muito felizes quando percebemos outras iniciativas que venham somar e abranger um número maior de mulheres”, disse Elis Regina.

“Hoje, temos muitas mulheres que passam pela delgada mas não têm acesso ao atendimento psicológico e ficamos muito satisfeitas em saber que o projeto vai abranger tudo isso e também os cursos profissionalizantes. Para nós, da Delegacia da Mulher, é, com certeza, um grande apoio”, disse a titular, Jozirlethe Criveletto.

“Não estamos inventando nada. Tudo o que está no projeto é o que está estabelecido pela legislação e de acordo com a competência de cada instituição pública. Os componentes da rede já existem, mas a rede enquanto tal não existe pois temos um problema na administração pública, que é feita de maneira fragmentada, sem comunicação entre si e com desperdício de recurso público”, disse Edna Sampaio.

“Temos na administração pública muito mais uma reatividade do que formulação de políticas públicas e, para isso, precisamos ter conhecimento da realidade. Este projeto poderia ser classificado como um projeto de pesquisa-ação, onde vamos fazendo e, ao mesmo tempo, analisando este fazer”, completou.

Além da Câmara e da Defensoria Pública, o projeto conta também com a parceria do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre as Relações de Gênero (Nuepom),  da Universidade Federal de Mato Grosso, por meio da professora Qeli Rocha, e do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), por meio da professora Dejenana Campos.

Fonte: Folha Max

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