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Tom de Celso de Mello para depoimento une Forças Armadas contra decano

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Houve um raro momento de união entre Marinha, Exército e Aeronáutica contra o que consideraram uma “provocação desnecessária” do ministro mais antigo do STF

Decano do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Celso de Mello provocou a ira das Forças Armadas ao determinar, no último dia 7, que os generais Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, Walter Braga Netto, da Casa Civil, e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, fossem levados à força ou, em sua expressão, “debaixo de vara” caso se recusassem a depor no inquérito que investiga se Jair Bolsonaro tentou aparelhar politicamente a Polícia Federal. Houve um raro momento de união entre Marinha, Exército e Aeronáutica contra o que consideraram uma “provocação desnecessária” do ministro mais antigo do STF. O episódio foi tema de uma reunião no Palácio do Planalto.

Internamente, a mensagem não foi recebida como um mero jargão jurídico, mas como intenção clara de provocar e constranger o presidente Jair Bolsonaro e seus auxiliares palacianos. Desde o início do governo, a cúpula das Forças Armadas tenta transparecer a tese de que haveria uma distância entre os ministros fardados, que integram o governo como civis, e a instituição militar. Depois do despacho do decano, essa barreira, real ou imaginária, se desfez. Discutiu-se como reagir à fala de Celso Mello no que seria mais um capítulo do desgaste entre militares e STF. Ao final, dois generais foram escalados para reagir: o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, e o chefe do GSI, Augusto Heleno.

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Principal interlocutor do mundo militar junto ao STF, Fernando Azevedo procurou juízes do tribunal para reclamar do ataque. O presidente Dias Toffoli, o vice Luiz Fux e o vice-decano Marco Aurélio Mello compõem a ala dos que, na avaliação das Forças Armadas, dentro do Supremo tentariam não esticar mais o cabo de guerra com o governo. Um interlocutor do STF disse a VEJA que a postura do decano de determinar que os ministros-generais fossem levados “debaixo de vara” para depor, caso se recusassem a prestar esclarecimentos no inquérito, foi utilizada para Celso impor respeito pelos seus 30 anos de STF. “O ministro Celso pontuou de forma categórica o poder dele, para que não o tratassem como moleque, como mais um dos 11 do Supremo. O recado era para respeitarem a figura dele como decano”, afirmou.

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1 comentário

1 comentário

  1. Sergio Sanr'Anna disse:

    A atitude de Celso de Mello nada mais é do q a atitude de um moleque inconsequente, desrespeitoso e invejoso. Os Ministros Generais,são possuidores da mais alta patente das FFAA, GENERAIS DE 4 ESTRELAS,conseguidas POR MÉRITO E SERVIÇOS PRESTADOS À PÁTRIA, diferente desse minstro q ocupa o cargo no STF por indicação fisiológica,apadrinhada ou ideológica.

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