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União Europeia e Reino Unido fecham acordo comercial para o pós-Brexit

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LONDRES, 24 DEZ (ANSA) – Faltando exatamente uma semana para o Brexit, a União Europeia e o Reino Unido chegaram nesta quinta-feira (24) a um acordo sobre um tratado de livre comércio que evitará um rompimento traumático em 31 de dezembro.

O acordo, concluído após quase um ano de negociações, entrará em vigor em 1º de janeiro de 2021, ao fim do período de transição do Brexit, mas ainda está sujeito à aprovação dos parlamentos britânico e europeu e do conselho de líderes dos Estados-membros da UE.

“Valeu a pena lutar por esse acordo. Nós temos agora um compromisso justo e balanceado com o Reino Unido. O acordo vai proteger os interesses da UE, garantir competição justa e prover previsibilidade para nossas comunidades de pescadores”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

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De acordo com a alemã, as negociações foram “difíceis”, mas agora é possível “deixar o Brexit para trás”. “É hora de virar a página e olhar para o futuro, o Reino Unido é um país terceiro, mas continua um parceiro. Compartilhamos os mesmos valores e interesses, estaremos lado a lado para alcançar objetivos comuns”, ressaltou.

Também no Twitter, o premiê do Reino Unido, Boris Johnson, postou uma foto que o mostra com as mãos para cima em sinal de comemoração e a legenda: “O acordo está feito”. Já em declaração na sede do governo, o primeiro-ministro disse que o pacto respeita “todas as promessas feitas ao povo britânico”.

Divórcio 

O Brexit foi aprovado em um plebiscito realizado em 23 de junho de 2016, por um placar de 51,89% a 48,11%.

Os eurocéticos, liderados por Johnson e Nigel Farage, desejavam retomar a plena autonomia do Reino Unido e restringir o fluxo de migrantes, enquanto os europeístas alegam até hoje que a separação é fruto de uma ampla campanha de desinformação e notícias falsas.

Após a vitória dos eurocéticos, o premiê que havia convocado o plebiscito, David Cameron, renunciou, dando lugar a Theresa May, que passou mais de dois anos negociando com a UE, porém sem conseguir aprovar seu acordo no Parlamento.

Depois da queda de May, em junho de 2019, Johnson negociou um novo pacto, mas também parou na resistência da Câmara dos Comuns. No entanto, em troca de adiar o Brexit para 31 de janeiro de 2020, o líder conservador convocou eleições antecipadas e obteve uma vitória esmagadora.

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Com uma nova maioria na Câmara, o premiê não teve dificuldades para aprovar o acordo político em janeiro deste ano, com um período de transição que termina em 31 de dezembro.

A partir dessa data, o Reino Unido não precisará mais respeitar normas europeias nem contribuir para o orçamento comunitário, mas o acordo anunciado nesta quinta-feira evita um rompimento traumático e mantém Londres e Bruxelas unidas por uma área de livre comércio. (ANSA).

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