JUDICIÁRIO NACIONAL

Vice-presidente da Câmara diz que impeachment não está na pauta

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O 1º vice-presidente da Câmara, deputado federal Marcos Pereira (Republicanos-SP), disse nesta segunda-feira (1º) não ver no momento espaço para a discussão, dentro do Congresso Nacional, de um eventual processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. Ele avalia que 52% dos brasileiros são contrários à medida, conforme uma pesquisa realizada pelo instituto Paraná Pesquisas.

Em entrevista ao grupo A Tarde, Pereira disse que há três formas de afastar o presidente: pela própria renúncia dele, que dificilmente irá acontecer, por um processo de impeachment e pela cassação da chapa pelo TSE (Tribunal Superior Eleitorall). “[O presidente da Câmara], Rodrigo Maia, sempre rejeitou [pautar pedidos de impeachment]”, disse.

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Marcos Pereira também afirmou não ver risco à democracia nas manifestações do presidente e de um dos seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). “Bolsonaro às vezes emite sinais trocados. Ele reage no discurso, na retórica, mas na prática caminha corretamente, seguindo o rito”, afirmou.

Diante do tensionamento das relações, Marcos Pereira tem atuado como um “bombeiro permanente” tentando manter o diálogo institucional e construindo entendimentos. Ele disse que tem conversado regularmente com Maia e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e defendido a harmonia entre os poderes.

“Quanto mais harmonia entre os poderes, quanto mais harmonia nas nossas relações, mais próximos ficamos do que determina a Constituição”, argumentou.

Independente

Embora tenha acontecido uma aproximação mais intensa entre o Republicanos e Bolsonaro, Marcos Pereira afirma que o partido segue independente. “Eu disse desde a transição de governo que 80% da nossa pauta converge com a pauta do presidente, especialmente na área econômica”, destacou.

Pereira lembra ainda que o Republicanos tem votado e aprovado todas as medidas que foram enviadas ao Congresso Nacional, antes e durante a pandemia, como a reforma da Previdência e outras iniciativas para tornar a economia brasileira mais dinâmica. “Devemos ajudar na governabilidade. Se o governo vai mal, o Brasil vai mal e todos perdem”, avaliou.

Apesar das críticas destinadas ao presidente e ao grupo de partidos de centro e centro-direita devido a uma recente aproximação, Pereira considera os movimentos “desproporcionais”. O líder republicano diz que em todo mundo o presidente ou o primeiro-ministro precisa dialogar e se relacionar com o parlamento. “É uma medida legítima, necessária”, completou.

Fonte: R7

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