A Warner Bros. Discovery informou nesta quinta-feira (23) que seus acionistas aprovaram a venda de todo o conglomerado para a Paramount por US$ 110 bilhões (R$ 545 bilhões).
O resultado da fusão incluirá CNN, CBS, HBO e Nickelodeon, assim como algumas das franquias mais valiosas de Hollywood, como Harry Potter, Game of Thrones, o Universo DC, os filmes Missão Impossível e o personagem Bob Esponja.
O acordo representa o fim de uma longa saga pela aquisição que incluiu uma disputa acirrada com a Netflix.
Também cria um gigante do entretenimento cujo impacto em um cenário midiático em dificuldades, e seus vínculos com a Casa Branca de Donald Trump, serão objeto de intenso escrutínio.
A proposta da Paramount foi aceita em 27 de fevereiro. A estimativa é que a conclusão do processo deve ocorrer no terceiro trimestre deste ano.
Agora, o negócio precisa ser avaliado e aprovado por órgãos de concorrência dos EUA e no Reino Unido.
A aprovação dos acionistas encerra a disputa entre Paramount e Netflix, que ofereceu US$ 82,7 bilhões por parte do conglomerado e chegou a ser anunciado como novo proprietário da Warner em dezembro do ano passado.
Porém a Paramount cobriu a oferta, propondo US$ 31 por ação, que superou os US$ 27,75 por ação oferecidos pela Netflix.
A Paramount ainda propôs uma taxa adicional de US$ 0,25 por ação para cada trimestre em que o negócio não fosse concluído após o final de setembro, uma garantia de multa rescisória de US$ 7 bilhões caso não seja aprovado pelos reguladores e uma oferta para cobrir a taxa de rescisão de US$ 2,8 bilhões devida à Netflix.
Folha Mercado
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A aquisição será financiada com US$ 47 bilhões em capital da família Ellison e da RedBird Capital Partners, além de US$ 54 bilhões em dívida junto a Bank of America, Citigroup e Apollo. A Paramount também planeja uma oferta de até US$ 3,25 bilhões em ações Classe B para acionistas atuais.
Paramount e Warner afirmaram esperar mais de US$ 6 bilhões em economias, impulsionadas por integração tecnológica, eficiência corporativa e racionalização de operações.
Com informações da AFP e Reuters









