Os analistas aumentaram para 98% as chances de o Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) elevar em ao menos 0,25 ponto percentual a taxa de juros dos EUA até o final deste ano.
A subida ocorreu após a divulgação dos dados de emprego no país nesta sexta-feira (5), que apontaram mais um mês de forte ganho de postos de trabalho com a abertura de 172 mil vagas fora do setor agrícola em maio.
Com isso, os mercados monetários acreditam que haverá uma subida na taxa de juros, que atualmente é de 3,5% a 3,75%. Antes do relatório, essa expectativa estava em 48%.
A próxima reunião do Fed ocorrerá entre 15 e 16 de junho, sendo a primeira sob o comando do novo presidente da autarquia, Kevin Warsh, que foi indicado por Donald Trump, crítico do antecessor Jerome Powell.
Além dos resultados de emprego, o Fed também leva em consideração a inflação elevada, que aumentou no ritmo mais rápido em três anos em abril, impulsionada pelos preços mais altos da energia em meio à guerra com o Irã.
O índice de preços PCE subiu 3,8% nos 12 meses até abril, maior aumento desde maio de 2023, de acordo com o Escritório de Análises Econômicas do Departamento de Comércio. Referência usada pelo Fed, o PCE estava em 3,5% em março.
“Não estamos falando de um mercado de trabalho que está indo maravilhosamente bem, mas também não estamos olhando para um mercado de trabalho que está desmoronando completamente”, afirmou Mark Malek, diretor de investimentos da Siebert Financial. “É saudável para o mercado recuar um pouco e desacelerar”.
Folha Mercado
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Na avaliação de Jason Pride, diretor de estratégia e pesquisa de investimentos da Glenmede, o Fed deve manter a taxa no patamar atual na próxima reunião. “Os investidores devem esperar que o Fed mantenha as taxas na próxima reunião e concentre a atenção em se o alívio energético pós-cessar-fogo começará a puxar a inflação cheia para baixo”, avaliou.
Com informações da Reuters









