A Petrobras anunciou neste domingo (31) que reduzirá o preço do diesel em suas refinarias em R$ 0,35 por litro. O novo valor começa a vigorar nesta segunda (1º). A redução equivale a um desconto de 9,59% no litro do combustível.
Dessa forma, o preço médio de venda do produto tipo A, de uso rodoviário, da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro.
A medida faz parte do pacote do governo federal para conter os efeitos da alta do petróleo provocada pela guerra no Irã. O novo valor incorpora o subsídio concedido pelo governo ao combustível, que substitui a isenção dos tributos federais incidentes sobre o diesel (PIS e Cofins).
Nos postos de combustível, o preço médio do diesel S-10 foi de R$ 7,13 na semana passada, de acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustível). O valor está mais de R$ 1 acima do registrado antes da guerra no Irã, mas se distancia do pico de R$ 7,58 atingido no início de abril.
Executivos do setor dizem que a queda é provocada por alívio nas cotações internacionais e menor demanda de produto importado com aumento da produção da Petrobras, que vem batendo recordes na utilização de suas refinarias.
No sábado (30), o governo Lula (PT) prorrogou as medidas de contenção de preços dos combustíveis adotadas a partir de março, entre elas a subvenção ao diesel e ao gás de cozinha e a isenção de tributos federais sobre o querosene de aviação e o biodiesel. Na subvenção ao diesel, o governo implementou algumas modificações no desenho da ajuda, de forma que o benefício final totaliza R$ 1,47 por litro.
Uma primeira subvenção, no valor de R$ 1,12 por litro, foi criada no lugar dos benefícios anteriores.
Eles compreendiam uma primeira parcela de R$ 0,32 por litro, lançada em 12 de março, e uma segunda parcela, implementada em 7 de abril, que tinha duas categorias: R$ 0,80 por litro do combustível nacional e R$ 1,20 por litro para o produto importado (dos quais R$ 0,60 eram financiados por recursos federais, e o restante pelos estados).
Folha Mercado
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O benefício será pago a partir de 1º de junho e tem duração prevista até 31 de dezembro deste ano, com possibilidade de revisão pelo Ministério da Fazenda a cada dois meses.
Segundo o governo, a medida unifica a metodologia e simplifica a forma dos pagamentos às empresas. “Permanece, contudo, a obrigação de importadores e produtores repassarem integralmente os benefícios ao preço final do combustível”, diz, em nota.
Uma segunda subvenção, no valor de R$ 0,3515 por litro do diesel A (puro, sem mistura de biodiesel), foi instituída no lugar da isenção de tributos federais sobre o combustível. O pagamento será feito tanto a produtores nacionais quanto a importadores a partir de 1º de junho e tem duração prevista de dois meses (ou seja, até 31 de julho).
“A mudança ocorre porque a isenção tributária também tinha o prazo limitado até o dia 31 de maio. Por isso, a partir de 1º de junho, as empresas receberão a subvenção financeira, como uma espécie de cashback, permanecendo obrigadas a repassar a redução de custos ao consumidor”, diz o governo, em nota.
Pouco após o início da guerra, deflagrada em 28 de fevereiro, a Petrobras elevou, em meados de março, o preço do diesel A em suas refinarias em 11,6%, ou R$ 0,38 o litro, para uma média de R$ 3,65 por litro, em movimento que atenuava a defasagem do valor da estatal em relação ao mercado internacional, após a disparada do preço do petróleo em função do conflito.
A guerra levou ao fechamento do estreito de Hormuz, por onde passava 20% do fluxo global de petróleo antes do conflito, o que gerou alta nos preços internacionais da commodity.
| Medidas adotadas em maio | Impacto | Compensação |
| Subvenção de R$ 1,12 por litro no diesel, nacional ou importado | Não divulgado | Medida substitui subvenções adotadas em março e abril e que seriam ce seriam compensadasobre exportação de petróleo |
| Subvenção de R$ 0,3515 por litro no diesel A (sem mistura) | Não divulgado | Medida substitui isenção de tributos federais sobre o diesel A, adotada em março e que seria coe seria compensadaobre exportação de petróleo |
| Prorrogação da subvenção de R$ 11 por botijão de gás de 13kg | R$ 330 milhões adicionais por dois meses | Imposto sobre exportação de petróleo |
| Prorrogação da isenção de PIS/Cofins sobre querosene de aviação e biodiesel | R$ 130 milhões por mês, considerando estimativa inicial do governo | Aumento de IPI sobre cigarros |
| Subvenção de R$ 0,44 por litro na gasolina, nacional ou importada | R$ 1,2 bilhão | Alta na arrecadação de impostos por causa da escalada do petróleo |
| Medidas adotadas em abril | Impacto | Compensação |
| Subvenção adicional de R$ 0,80 por litro de diesel nacional | R$ 6 bilhões por dois meses | Imposto sobre exportação de petróleo |
| Subvenção adicional de R$ 1,20 por litro de diesel importado |
R$ 2 bilhões por dois meses (outros R$ 2 bilhões serão bancados pelos estados) |
Imposto sobre exportação de petróleo |
| Desoneração de PIS/Cofins sobre querosene de aviação |
R$ 100 milhões por mês |
Aumento de IPI sobre cigarros |
| Subvenção de R$ 850 sobre tonelada de GLP importado (cerca de R$ 11 por botijão de 13kg) | R$ 330 milhões por dois meses | Imposto sobre exportação de petróleo |
| Desoneração de PIS/Cofins sobre biodiesel | R$ 30 milhões por mês | Aumento de IPI sobre cigarros |
| Medidas adotadas em março | Impacto | Compensação |
| Desoneração de PIS/Cofins sobre diesel nacional e importado | R$ 20 bilhões em termos anuais | Imposto sobre exportação de petróleo |
| Subvenção de R$ 0,32 por litro de diesel nacional e importado | R$ 2 bilhões por dois meses | Imposto sobre exportação de petróleo |









