O preço do petróleo abriu a semana em queda com o mercado internacional repercutindo um possível acordo entre o Irã e os Estados Unidos para o fim da guerra.
Na abertura do pregão, às 19h deste domingo (24), o barril do tipo Brent —referência mundial— estava sendo negociado a US$ 99, queda de 5% em relação ao fechamento do mercado na sexta-feira (22).
O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, abriu a semana cotado em US$ 92, valor 5% inferior ao do encerramento do mercado na sexta.
Neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o bloqueio americano no estreito de Hormuz continuaria em vigor enquanto um acordo com o Irã não fosse “alcançado, certificado e assinado”.
“As negociações estão procedendo de forma ordenada e construtiva, e informei meus representantes que não se precipitassem porque o tempo está ao nosso lado. O bloqueio continuará em força e efeito total até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado”, escreveu Trump em publicação na rede Truth Social.
Segundo a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, um possível acordo para o fim da guerra levaria o número de navios autorizados a transitar pelo estreito de Hormuz a normalizar em 30 dias.
O bloqueio naval deve ser completamente suspenso em 30 dias, de acordo com um memorando de entendimento, disse a Tasnim, acrescentando que parte dos fundos congelados do Irã deve ser liberada na primeira fase.
No sábado (23), Trump disse que o acordo com o país persa estava nos detalhes finais. A declaração deste domingo parece contradizer o sinal de avanço do dia anterior, mas a leitura no mercado internacional de petróleo indica otimismo com a normalização de Hormuz.
De acordo com agências de notícias do Omã, autoridades do país e do Irã se reuniram neste domingo para discutir princípios para uma governança da liberdade de navegação em Hormuz.
O país da península arábica foi um dos menos atingidos por ataques retaliatórios iranianos, que miraram em particular outros países árabes da região com forte presença americana em bases militares, como Qatar e Emirados Árabes Unidos.
Folha Mercado
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