O número de milionários em todo o mundo e sua fortuna continuaram crescendo em 2025 e atingiram novos recordes, graças ao forte desempenho do mercado de ações e à queda da inflação, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (4) pela Capgemini.
Essa consultoria define os ricos como aqueles que possuem mais de US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) disponíveis para investimento. Isso exclui, em grande parte, o valor de sua residência principal.
Esse número aumentou 7,9%, chegando a 25,3 milhões de pessoas no ano passado, quase 2 milhões a mais do que em 2024, calculou a Capgemini em seu estudo internacional intitulado “World Wealth Report” (Relatório Mundial da Riqueza).
Seu patrimônio total cresceu 8,7%, atingindo US$ 98,3 trilhões (R$ 495,5 trilhões), um valor recorde e o maior aumento anual desde 2018.
“Os mercados de ações, impulsionados por ganhos relacionados à inteligência artificial, foram o principal motor da criação de riqueza para indivíduos ricos em cinco das seis principais regiões geográficas” analisadas, afirmou a Capgemini.
E “a riqueza dos indivíduos ricos permanece altamente concentrada: 1% deles detém 34,8% dessa riqueza”, acrescentou.
O maior aumento no número de milionários (9,4%) é observado na região Ásia-Pacífico, impulsionado pelo setor de semicondutores, com o Japão e a China na liderança.
Na América do Norte, o número de milionários aumentou 9,1%, graças aos Estados Unidos, onde mais de 736 mil novos milionários foram registrados, elevando o total para 8,7 milhões no país.
O número também cresceu na Europa (6,5%), África (4,1%) e América Latina (0,3%).
Folha Mercado
Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.
A única região analisada com queda no número de milionários foi o Oriente Médio (-1,4%), impactado pela queda nos preços do petróleo no ano anterior.
A população de indivíduos super-ricos, definidos como aqueles com patrimônio líquido de pelo menos US$ 30 milhões de dólares (R$ 151 milhões), também aumentou 9,4%, chegando a aproximadamente 250 mil pessoas em todo o mundo.
O estudo da Capgemini foi baseado em entrevistas com 6.510 indivíduos ricos nas Américas, Europa, Ásia-Pacífico e Oriente Médio.









