Receita fecha shoppings que vendem camisas da Copa falsas – 18/05/2026 – Economia

Receita fecha shoppings que vendem camisas da Copa falsas - 18/05/2026 - Economia

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A Receita Federal fechou nesta segunda-feira (18) dois shoppings na região do Brás, no centro de São Paulo, em uma operação contra a venda de mercadorias irregulares, como produtos falsificados, importados sem controle aduaneiro e itens proibidos no Brasil.

A ação, chamada de “Desvio de Rota”, não resultou em prisões e deve durar duas semanas.

Ao todo, mais de 2.000 lojas são fiscalizadas. Ainda não há balanço consolidado do volume de mercadorias retidas ou do valor total envolvido. Segundo a Receita, a estimativa é que cerca de R$ 300 milhões em mercadorias sejam apreendidos ao longo da operação. Participam da ação 95 servidores do órgão.

Entre os produtos apreendidos no primeiro dia estão camisas falsas de times de futebol, já que o comércio desses itens aumentou consideravelmente nos últimos dias em razão da proximidade com a Copa do Mundo. Também foram apreendidos calçados falsificados, cigarros eletrônicos e perfumes.

A Receita não divulgou quais foram os shoppings alvo da operação que tem por foco mercadorias irregulares. Segundo a auditora fiscal Fernanda Avendanha, os centros comerciais permanecerão fechados durante todo o período da fiscalização.

A auditora ressalta, contudo, que lojistas poderão apresentar documentação para comprovar a regularidade dos produtos. Nesses casos, a mercadoria poderá ser liberada após vistoria da Receita.

Em nota, a Receita Federal afirmou que a região do Brás é um dos principais polos de comércio de mercadorias irregulares, fruto de contrabando, descaminho e falsificação.

“As mercadorias, além de atenderem à demanda local, também abastecem todo o Brasil, gerando um prejuízo de bilhões de reais por ano com sonegação de impostos e concorrência desleal. Além do aspecto fiscal, há também reflexos em outros crimes, como lavagem de dinheiro, corrupção, trabalho escravo e danos à saúde pública”, disse.

A Associação de Lojistas do Brás informou que acompanha a operação e esclarece que os shoppings interditados na ação não são associados à entidade.

“Reafirmamos ainda que a associação não corrobora com práticas de pirataria ou comercialização irregular de produtos”, disse. Os associados da entidade são, predominantemente, fabricantes e revendedores de moda nacional.

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